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Como se ressarcir das despesas de gerenciamento de riscos

Problema crônico do transporte brasileiro, o roubo de cargas tem se intensificado nos últimos anos. Em 2011, foram 13 mil roubos. Nos anos seguintes, houve grande crescimento. E no ano passado, o país registou mais de 19 mil roubos de cargas, com um prejuízo recorde, calculado em R$ 1,12 bilhão.
O Rio é o segundo na lista das cidades com mais roubos, mas a primeira em prejuízos. No bairro da Pavuna, as empresas amargam as maiores perdas.
Em plena luz do dia, bandidos armados abordam caminhoneiros nas estradas de todo o Brasil. A cena já é bastante comum. Os motoristas ficam sob a mira dos criminosos, enquanto a carga que está na carroçaria do caminhão é levada rapidamente.
Só no estado do Rio de Janeiro, em 2015, foram registrados 4.424 roubos de cargas, segundo o Instituto de Segurança Pública do Estado.
Estatísticas da NTC e Logística mostram que, de cada 10 mil viagens no país – que podem ser feitas em um mesmo dia – seis, necessariamente, serão alvos de criminosos. E o número não para de aumentar. Estima-se que em 2016, os números serão ainda mais alarmantes.
Na divisão por regiões, o Sudeste aparece em primeiro lugar, com mais da metade dos roubos de cargas no Brasil, e com perdas enormes, de quase 70%. A região Nordeste vem em seguida, com 20% dos assaltos. A região Sul tem 10%, Centro Oeste 6% e o Norte do país, 6%.
O estudo mostra ainda que o que mais se rouba no Brasil são alimentos, seguidos de combustíveis, eletroeletrônicos, medicamentos e celulares.

Para se contrapor a estas estatísticas, as empresas de transporte desenvolvem custosas atividades de gerenciamento de riscos, que consistem em:

–  Identificação, análise, avaliação e tratamento dos riscos com o objetivo de minimizar a possibilidade e a  probabilidade da ocorrência de incidentes e acidentes;

–  Prevenção de risco: Rastreamento, plano de cuidados na contratação de carreteiros;

– Redução de risco – Carroçaria fechada, equipamentos   mais seguros, rapidez no atendimento a sinistros etc.

– Transferência de risco – Seguros;

– Retenção de risco:  “bancar” o seguro de “casco”;

Estas atividades geram custos que podem ultrapassar 10% do faturamento das empresas.
Embora facultativo, o Seguro de Responsabilidade Civil Facultativo de Desvio de Cargas (RCF-DC) tem se tornado praticamente obrigatório para determinados tipos de mercadorias.
A maioria das seguradoras exigem rastreamento e até escoltas armadas dos veículos. Além do mais, o seguro não cobre a totalidade do valor das mercadorias, limitando-se a 75% ou 80%. Os outros 20% a 25% deve ser bancados pela transportadora.
Para cobrir todos estes custos a NTC&Logísitica criou uma– Taxa de Gerenciamento de Risco (GRIS), sucessora do antigo ADEME – Adicional de Emergência. A alíquota sugerida é de 0,30% sobre o valor de mercadoria.

Fonte: portalntc.org



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